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Evento

Prática de Cantos do Mundo

05

mar

20:00

Praticas de Cantos do Mundo

Inscrições: 
4 Modulos formado por 16 aulas: R$1.120,00
Modulos individúais formado por 4 aulas: R$300,00
Módulo Palestina – com Oula Al-Saghir – Clique Aqui
Módulo Indígena – com Marlui Miranda – Clique Aqui
Módulo França – com Roberto Moura – Clique Aqui
Módulo África – com Leonardo Matumona (Congo) – Clique Aqui
Fale conosco: ethos@ethosprodutora.com.br

Descubra os segredos dos cantos do mundo no Curso de Prática de Cantos do Mundo com as renomadas cantoras do Mawaca e a Cia Coral Mawaca!

Os encontros são uma fusão perfeita entre o virtual e o presencial: as duas primeiras aulas acontecem de forma online, guiadas por Magda Pucci e Angélica Leutwiller. Em seguida, mergulhe na experiência presencial com nosso convidado especial, seguido por uma sessão final presencial com Cris Miguel e Zuzu Leiva.

Junte-se a nós todas as terças-feiras, das 20h às 21h30, no Estúdio Mawaca, localizado na Chácara Santo Antônio, São Paulo. Viva a música, viva a diversidade, viva a experiência única dos cantos do mundo! Reserve já o seu lugar e deixe-se envolver pelas melodias que ecoam além das fronteiras. 🎶

O material de estudo é disponibilizado em um padlet com informações sobre músicas, letras, partituras, áudios e vídeos de referência.

Não precisa experiência anterior, nem leitura musical. 

 

No primeiro semestre os módulos serão divididos dessa forma:

 

Módulo 1 – Cantos da Palestina (Março)

Neste módulo o foco é o repertório palestino, com toda sua riqueza, particularidades, tradições e resistência.  Nossa convidada especial é a cantora Palestina Oula Alsaghir.

05/03 –  Encontro virtual para aprendizado de cantos da Palestina (Magda Pucci)
12/03 –  Encontro virtual com apoio técnico vocal e repasse das músicas apreendidas (Angélica Leutwiller)
19/03  – Encontro Presencial com Oula Ausaghir (Palestina) (Magda Pucci e Zuzu Leiva)
26/03 – Encontro Presencial com todas as músicas apreendidas no mês. (Cris Miguel)

Convidada: Oula Al Saghir (Palestina)

Oula Ausaghir é uma cantora de origem palestina, nascida na cidade de Homs Síria, onde atuava como administradora de empresas. É casada, tem dois filhos e migrou para o Brasil em 2015. No país, pôde explorar tudo o que havia aprendido com o seu pai na área musical, iniciando sua carreira como cantora e atriz. Hoje é integrante da Orquestra Mundana Refugi, criou a sua própria banda (Nahawand) e já participou de vários outros projetos: como atriz em espetáculo de teatro, contadora de histórias para projeto do Acnur, palestrante no Sesc e vários outros espaços. Foi também convidada para participar de cursos de formação de educadores produzidos pelo Sesc. Desde 2018 é palestrante no curso de Refúgios Humanos, sempre a sua objetivo é apresentar um exemplo sobre mulheres Árabes em geral e sobre a luta das mulheres palestinas entre música e arte.

Módulo 2 – Músicas indígenas (Abril)

O mês de abril será dedicado às canções de diferentes povos indígenas e nossa convidada especial será Marlui Miranda. Cantora, compositora arranjadora, produtora cultural, dedicada há quase trinta anos à pesquisa e produções musicais na área da música indígena, Marlui tem sido reconhecida como a mais importante intérprete e  pesquisadora da música indígena do Brasil

 09/04 – Encontro virtual para aprendizado de cantos indígenas de diferentes povos (Magda Pucci)
16/04 – Encontro virtual com apoio técnico vocal e repasse das músicas apreendidas (Angélica Leutwiller)
23/04 – Encontro Presencial com repasse dos cantos apreendidos (Cris Miguel e Zuzu Leiva)
30/04 – Encontro Presencial com convidada Marlui Miranda (Indigena) (Magda Pucci)

Convidada: Marlui Miranda 

Marlui Miranda há muitos anos tem gravado e produzido eventos culturais, shows e espetáculos com diversos povos indígenas apresentando-se com eles, como por exemplo, apresentou-se no Queen Elizabeth Hall com os Mehinako Kamalurre, Aparita, Uyai, Karanai e Yanuno em 2005; assim como apresentou-se com Mari Boine e os Mehinako na Espanha no Festival Etnosur em Andaluzia no mesmo ano; apresentou-se com os Tukano, Tuyuka e Ivaldo Bertazzo e seu grupo de Dança Corpo Cidadão em São Paulo em 1999; com os Panará e o grupo Beijo em São Paulo, com os Suruí em 1990 em SP e depois, no Rio+20 em 2012; Ponte entre Povos com os Wayana, Apalai, Katxuyana e Tiriyó em 2006; além de inúmeros outros eventos com povos indígenas de todo Brasil.

Cantora, compositora e arranjadora, produtora cultural, dedicada há quase trinta anos à pesquisa e produções musicais na área da música indígena, tem sido reconhecida como a mais importante intérprete e  pesquisadora  da música indígena do Brasil. Marlui Miranda recebeu a Medalha do Mérito Cultural do Ministério da Cultura em 2002, em reconhecimento à sua contribuição à cultura no Brasil. Recebeu em dezembro de 2005 o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, por sua contribuição ao desenvolvimento da cultura e sustentabilidade na Amazônia Brasileira. Foi supervisora musical do filme de Hector Babenco “Brincando nos Campos do Senhor” e recebeu o prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema de Brasília com o filme “Hans Staden”, de Luís Alberto Pereira.

Foi professora visitante e artista-em-residência na Universidade de Chicago, Universidade de Indiana, Dartmouth College, e realizado palestras na UNICAMP, London University e USP-Universidade de São Paulo. Criou o espetáculo “IHU, Todos os Sons” em 1996 e concebeu o projeto como um todo, pelo qual recebeu o prêmio de melhor CD na categoria de World Music dado pela Academia Alemã de Crítica. Produziu o livro de partituras “IHU, Todos os Sons”, em 1994. Compôs e produziu “Missa Indígena Kewere- Rezar”, em 1997, e o CD do mesmo nome, com a participação do Coral Sinfônico do Estado de São Paulo e da Orquestra Jazz Sinfônica. Organizou “Ponte entre Povos” um livro com três CDs encartados, um documento que registrou o repertório dos Wayana, Apalai, Katxuyana, Tiriyó e Palikur do Amapá.

Recebeu bolsas de apoio à pesquisa no Brasil e no exterior, tais como o a Fundação Rockfeller, a The John Simon Guggenheim, Fundação Vitae e RioArte. Marlui Miranda, durante sua carreira musical, vem  realizando tournées e apresentações no Brasil e no exterior, tendo se apresentado e gravado com os músicos Rodolfo Stroeter; o Grupo Pau Brasil, Nelson Ayres, Milton Nascimento, Hermeto Pascoal, Naná Vasconcellos, Trilok Gurtu, Ruriá Duprat, Caíto Marcondes, John Surman, Jack DeJohnette, Egberto Gismonti, Lucian Rogulski, Grupo Beijo, Tiago Pinheiro, Lelo Nazario e muitos outros. Gravou Yuxin–Alma, uma releitura musical da obra literária de mesmo nome, de autoria de sua irmã, a escritora Ana Miranda, lançado pela Companhia das Letras-Selo SESC em 2009. Seu mais recente trabalho é Fala de Bicho, Fala de Gente (Selo SESC, 2014) com o qual ganhou o Prêmio da Música Brasileira 2015 como Melhor Cantora Regional.

Módulo 3 – Cantos da França (Maio)

 O mês de maio será dedicado à  França que  há muito tempo é considerada um centro europeu para a arte e música.  Nosso convidado especial, Robero Moura, formado no método Feldenkrais pelo instituto IFELD de Lyon e conduzirá o encontro à partir de  sua experiência com  projetos artísticos ligados à voz e regência

07/05 – Encontro virtual para aprendizado de canções dos Bálcãs  (Magda Pucci)
14/05 – Encontro virtual com apoio técnico vocal e repasse das músicas apreendidas (Angélica Leutwiller)
21/05 – Encontro presencial com convidada Roberto Moura (Sérvia) (Magda Pucci e Zuzu Leiva)
28/05 – Encontro presencial com repasse de todas as músicas ensinadas (Cris Miguel)

Convidado: Roberto Moura (França)

Roberto Moura é cantor, professor de canto e educador do método Feldenkrais. Natural de Santos, SP, se muda para a Suiça em 1992 onde estuda canto no Conservatório de Lausanne e na Escola Cantorum de Basel. Formado no método Feldenkrais pelo instituto IFELD de Lyon, França. Em 2000 se instala na França, em Paris. Entre 2001 e 2014 trabalha como professor de canto, regente de coro e professor de Feldenkrais no Con- servatório de Bobigny. Em 2013 e 2014 trabalha como profes- sor de canto para o coro infantil da Rádio France. Em 2016 trabalhou como preparador vocal no musical « Garincha”di- rigido por Robert Wilson no Sesc em São Paulo. Em 2019 co- laborou no espetáculo de dança « République Zombie »dirigi- do por Nina Santes com residência no Palais de Chaillot e na Cartoucherie de Vincennes. Atualmente trabalha em projetos artísticos ligados à voz, teatro e dança na França e no Brasil

Módulo 4 – Cantos Africanos (Junho)

Finalizando os encontros do primeiro semestre, teremos nesse último módulo do primeiro semestre de 2024, música africana com enfoque na Musica de Congo . O convidado desse módulo é Leonardo Matumona

04/06 – Encontro virtual para aprendizado de canções de diferentes etnias africanas (Magda Pucci)
11/06 – Encontro virtual com apoio técnico vocal e repasse das músicas apreendidas (Angélica Leutwiller)
18/06  – Encontro presencial com convidada Leonardo Matumona (Congo) (Magda Pucci e Zuzu Leiva)
25/06 – Encontro presencial com repasse de todas as músicas ensinadas (Cris Miguel)

Convidado: Leonardo Matumona (Congo)

Leonardo Matumona é cantor e compositor nascido na República Democrática do Congo. Criado em Angola, começou cantar aos 4 anos de vida com influência dos pais sendo regente do grupo coral de igreja aos 11 anos de idade em que começou os seus estudos vocais. Com apenas 13 anos começou a frequentar a Orquestra Instrumental da igreja e participou na gravação do primeiro CD deste grupo. Aos 17 anos de idade chegou ao Brasil e criou o grupo quarteto vocal conhecido “Os Escolhidos” onde tem atuado nas unidades do Sesc com apresentações de canto a capela. É também um dos vocalistas da Orquestra Mundana Refugi desde 2015 com 3 discos já gravados. Teve participação nas obras discográfica de músicos brasileiros como Nando Reis, Céu, Antônio Pinto, Pupilo. Já teve a honra de cantar no mesmo palco com artistas como Fabiana Cozza, Maria Rita, Badi Assad, Quarteto de Cordas de São Paulo no Theatro Municipal; Participou de trilhas sonoras criadas por Antonio Pinto assim como na trilha sonora do filme da Netflix “O menino que descobriu o vento”.

 

Informações sobre Professoras:

Magda Pucci

MAGDA PUCCI 

Musicista (arranjadora, compositora e intérprete), além de pesquisadora da música de vários povos há mais de vinte anos. É graduada em regência pela ECA-USP, mestre em antropologia pela PUC-SP e Doutora em Performance and Creative Arts pela Universidade de Leiden, na Holanda.
Dirige e produz o Mawaca, grupo que recria músicas de diferentes tradições do mundo, tendo já realizado turnês na Espanha, Alemanha, China, Portugal, Bolívia, Grécia e França. Produziu seis CDs e quatro DVDs do Mawaca, além de CDs de outros artistas. Esteve em contato com seis grupos da Amazônia com o Mawaca onde foram realizados intercâmbios com músicos Ikolen-Gavião (RO), Paiter Suruí (RO), Kambeba (AM), Huni Kuin (AC), Karitiana (RO) e Comunidade Bayaroá (AM). Também trabalhou com os Guarani Kaiowá no Mato Grosso do Sul no projeto “Música indígena no palco”.
Foi diretora musical da Orquestra Mediterrânea, junto a Carlinhos Antunes e Lívio Tragtenberg, projeto do Sesc que envolveu 21 músicos de países mediterrâneos e gerou um CD e um DVD. Desenvolveu vários projetos no Terceiro Setor, como Meninos do Morumbi, Ação Comunitária, Grupo de Refugiados no Sesc Carmo, entre outros. É coordenadora do espaço cultural Estúdio Mawaca, além de ministrar palestras, oficinas e cursos de músicas do mundo e de cultura indígena brasileira na EMBAP na UNESPAR e professora convidada no Instituto Singularidades.
É coautora com Heloisa Prieto dos livros De todos os cantos do mundo (Cia. das Letrinhas, 2008) e Contos Musicais (Leya, 2014). Com Berenice de Almeida, publicou
Outras terras, outros sons (Callis, 2003), A grande pedra (Formato, 2015) e A floresta canta: uma expedição sonora por terras indígenas do Brasil (Peirópolis, 2015) e Cantos da Floresta (Peirópolis, 2017).

 

Angelica Leutwiller

ANGÉLICA LEUTWILER 

Com formação que abrange canto lírico, artes cênicas, piano e regência, licenciou-se em música pela UNESP. Como regente, esteve à frente dos corais Pfizer, Maria Ward e do Banco Sudameris. Atuou como cantora e atriz na Cia Coral nos espetáculos Elsinore e João Pacífico (direção cênica de William Pereira), A Vida é Sonho (Gabriel Vilela) e Ato de Natal (Naum Alves de Souza), todos sob a direção musical de Samuel Kerr. Integra o Coral da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) desde sua fundação em 1994 e do grupo Mawaca desde 1997. Estimulada pela diversidade rítmica das várias culturas, iniciou seus estudos de percussão em 2004 tendo como professores Valéria Zeidan, Ari Colares, Eder O Rocha e Glen Velez, dedicando-se especialmente ao estudo dos frame drums e pandeiros xamânicos. Neste mesmo ano, formou, com Valeria Zeidan, o duo de Voz e Percussão Fogueira das Rosas. Como professora e idealizadora do projeto “Voz & Batuques”, desenvolve um trabalho de técnica vocal, ritmos e percussões do mundo  para crianças, jovens e adultos, através de um repertório multicultural.

 

Zuzu Leiva
Zuzu Leiva

ZUZU LEIVA

Atriz formada pelo Teatro Escola Macunaíma e Bacharel em Comunicação Social pela FAAP, Zuzu Leiva estudou canto popular com Roberto Anzai, canto indiano com Ratnabali Adhikari e danças étnicas como Dança do Ventre e Odissi e Kathak. Participou do curso Rhythm is the Cure com a percussionista e pesquisadora italiana Alessandra Belloni na Toscana. Como cantora, dançarina e atriz, Zuzu Leiva integra o grupo Mawaca, tendo realizado shows em diversos lugares do Brasil, na Espanha, Bolívia, Portugal, Alemanha, Grécia, França e China. No teatro participou de várias peças com destaque para “Péricles, o Príncipe de Tiro” e “Macbeth” (Shakespeare – direção: Ulysses Cruz), “Os Lusíadas” (Luís de Camões, direção: Marcio Aurélio), “Os Sete Gatinhos” (Nelson Rodrigues, direção: Alexandre Reinecke), “O Coração Abandonado pelo Budha” (texto e direção de Leo Lama), entre outros. Como autora e atriz protagonizou o espetáculo de esquetes de humor “Quem disse que Inês é morta?”(direção: Fabio Saltini – Supervisão: Ary França). Na televisão, participou da minissérie “Aquarela do Brasil” (direção: Jayme Monjardim), “A Festa do Nono” e “A Diarista” (direção: José Alvarenga); “Retrato falado” (direção: Luiz Villaça), todas da Rede Globo. No cinema participou do longa metragem “A Moça do Calendário”, (direção: Helena Ignez) entre outros. Zuzu também dá aulas e ministra oficinas de dança do ventre, dança indiana, danças étnicas e teatro, para todas as idades.

 

CRIS MIGUEL

Bonequeira, atriz, autora e contadora de histórias, instrumentista, cantora, dançarina e artesã. Estudou música na Faculdade de Artes do Paraná.

Desde 97 integra o grupo de músicas étnicas Mawaca, que desenvolve uma pesquisa com músicas de vários povos.

Fundadora da renomada Companhia Ópera na Mala, companhia que recebeu importantes prêmios e ajudou a popularizar o Teatro de Bonecos no Brasil difundindo-o com excelência nos meios televisivos. Autora e atriz do programa Baú de Histórias da TV Ratimbum e TV Cultura na qual foram gravados 80 programas de 2005 a 2009.

Atriz e roteirista do programa Caderninho Verde, programa da TV Cultura em parceria com a secretaria do meio ambiente que recebe prêmio de pelo Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN) de Mérito Ambiental 2014 por sua contribuição em prol do meio ambiente e da proteção ambiental.

Realizou programas de histórias para crianças da rede pública de ensino através da empresa Letra e Ponto num total de 56 vídeos em 2020 e 34 vídeos em 2021/2022.

Participou de diversas turnês e festivais internacionais na Austria, Itália, Suiça, Croácia, Bósnia, Sérvia, Turquia, China, Bolívia, Argentina, Portugal, Bulgária, Hungria, Grécia, Montenegro, Russia, Ucrânia e Marrocos.

Ao lado de Danilo Tomic é fundadora do espaço cultural “Casa Passarinho”em São Paulo, onde administram cursos de bonecos e música e espetáculos. Tem em seu repertório 13 espetáculos de histórias, bonecos e música se apresentando em teatros, bibliotecas, escolas e Sescs do Brasil e pelo exterior.