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Evento

Lançamento do Livro “Oganilu” de Vitor da Trindade

24

ago

18:00

Lançamento do Livro Oganilu – O caminho do Alabê
de Vitor da Trindade
O evento conta com outras atrações:
Shows dos grupos MARV e ATIJO
Leitura de Búzios com Yalorixa Bárbara de Oya
Data: Sábado, dia 24 de agosto à partir das 18h
Ingressos: R$20,00
Local: Estúdio Mawaca – Rua Inácio Borba, 483

Ingressos

R$20,00Comprar

SOBRE O LIVRO

Oganilu, O caminho do Alabê, foi escrito nos anos de 2017 e 2018 e faz referência e reverência ao Ogan Alabê e tudo o que envolve este personagem que é o mestre de tambores da orquestra dos orixás, formada pelas vozes, pelo Gan, pelos atabaques e também pelo xequerê.
Este livro, focado especialmente nos Ogans do Ilê Axe Jagun, casa de candomblé que fica no Taboão da Serra, na Grande São Paulo, conta  um pouco da história e vida deste profissional do sacerdócio afrodescendente.
Colaborando na desmistificação da religião, em sua relação com o leigo, e também no diálogo do Ogan com os seus parceiros de fé, buscando compreender sua vivência na sociedade, tanto dentro como fora do Candomblé.  Um diálogo que pode trazer benefícios tanto ao iniciando e iniciado, como a aqueles que têm o Candomblé como objeto de estudo, ou simplesmente aos simpatizantes.
A música e a musicalidade dos Ogans é construtora da núsica popular Brasileira, moderna, antiga e do futuro, e também com grande influencia sobre a música clássica europeia criada no nosso país.
Este livro, seus bate-papos e palestras ilustradas, discute estes vários pontos em seus textos, apresentando a comunidade brasileira o Ogan Alabê sua virtuosidade e seu conhecimento como sacerdote dos Orixás.

SOBRE VITOR DA TRINDADE

Neto do renomado poeta recifense Solano Trindade e filho da artista plástica Raquel Trindade, Vitor da Trindade é formado em música popular e mestrando em Etnomusicologia pela USP, iniciando em 2019.
É profissional de música brasileira há mais de 40 anos, ensinando, e se apresentando como performer e músico através de 04 continentes, incluindo a Ásia, África, Américas e Europa.
No Brasil, apresenta-se também como palestrante e professor de cultura afro brasileira, em espaços como o Masp, Sescs e universidades como Uniso, Usp e outros dentro e fora do estado de Sã Paulo. Em todos estes trabalhos, Trindade está sempre preocupado de manter viva a cultura afro-brasileira, seguindo os passos de seus antepassados Raquel Trindade, Margarida Trindade e Solano Trindade.
Possui 07 discos próprios gravados, Ayrá Otá – Vitor da Trindade e Carlos Caçapava (Dabliu Discos-2001), Revista do Samba (Traumton Records-Alemanha-2002), Outras Bossas (Traumton-2004), Revista Bixiga Oficina do Samba (Atração Discos-2006), Hortensia du Samba (Les Disques Bien-França-2009) e o Samba do Revista (Trattore – 2014). Ossé, Vitor da Trindade (2015). Oganilu, o Caminho do Alabê é seu primeiro livro.

Arte:Cassimano
Revisão: Luiz Carlos Teixeira de Freitas
Ilustrações: Maria Trindade
Apoio cultural: Agência Popular Solano Trindade


ATRAÇÕES

Grupo ATIJO

“Atijo” significa antigamente, o antigo, na língua Iorubá. Com este nome o trio formado por Carlos Caçapava, Carlinhos Ferreira e Vitor da Trindade, todos participantes ativos e em seguida professores de dança e música no Teatro Popular Solano Trindade, vem trazer uma música experimental e improvisada de conceito instrumental que se baseia na experiência dos músicos em sua trajetória pela MPB e pela cultura Popular.

Artistas experientes em vários gêneros, o grupo traz a vivência pela música dos orixás, pela música popular e pelo regionalismo, sempre em sintonia com as várias influências trazidas pela diáspora africana como o jazz, a salsa, o reggae, o funk e o soul. Todos se mixando e dialogando com as percussões variadas que incluem desde o tradicional atabaque, usado pelo Ogan Trindade, as flautas e rabecas criadas e construídas por Ferreira e o kit melódico de congas de Caçapava, além de se suas Mbiras criadas artesanalmente..

Carlos Caçapava além de percussionista é luthier e professor de musica, atua na arte há mais de 40 anos. Formou vários grupos de dança e percussão tradicional afro-brasileira, gravou vários discos incluindo Ayrá otá em parceria com Vitor da Trindade. Estudou percussão com Dinho Gonçalves na FAP-Arte e Conservatório Souza Lima. Teve como formação tambem o Teatro Popular Solano Trindade onde hoje atua como vice-presidente.

Carlinhos Ferreira é percussionista e trabalha com música há 30 anos. Criou parcerias com músicos de várias vertentes da música brasileira. Busca construir uma linha tênue entre as raízes de nossa cultura e a música produzida hoje no país. Estudou com Carlos Caçapava e muitos outros mestres da percussão brasileira.

Vitor da Trindade toca percussão, guitarra e é professor de cultura afro-brasileira. Gravou 7 discos próprios incluindo Ayrá Otá com Carlos Caçapava. Apresentou-se como músico e palestrante pela Europa, Ásia, África e Américas. É formado em música popular pela Faculdade Instituto Tecnológico de Osasco e mestrando em etnomusicologia pela ECA-USP. Está presidente do Teatro Popular Solano Trindade.


MARV

Grupo que reúne os músicos Miguel Barella, Alex Antunes, Rodrigo Gobbet e Vitor da Trindade, de diferentes backgrounds, numa experiência de livre improviso. Usam suas referências de música afrobrasileira, eletrônica, jazz e rock numa recombinação que pretende evitar os respectivos clichês. As levadas rítmicas da percussão e baixo vão se alterando ao sabor das provocações timbrísticas das guitarras fortemente processadas, dos samples e tapes capturados das mais diversas fontes. Pode ser o ritmo da fala poética, radiofônica ou teatral de gravações obscuras, as percussões metálicas e outros objetos (como uma máscara cênica com captadores) gerando pulsos e climas fantasmagóricos e abstratos que o contrabaixo elétrico de Gobbet e as percussões e os vocais de forte senso ancestral de Vitor se encarregam de envolver, aterrar e conduzir de volta à familiariedade, brincando com as dinâmicas e induzindo imagens e sensações.

Gobbet usa um contrabaixo elétrico custom; Vitor da Trindade um set completo de percussões afro-brasileiras, latinas e orientais, e faz vozes cantadas e faladas; Miguel usa diferentes guitarras com pedais e processamentos de marcas vintage ou criados por ele mesmo, sobrepondo loops e execução em tempo real; e Alex objetos metálicos e variados e sua coleção de tapes de vozes processados por um sampler/ looper, ou manipuladas num cd player.

Miguel Barella: guitarra e efeitos
Miguel é veterano da cena brasileira pós-punk, com os Agentss e os Voluntários da Pátria e participações na Gang 90 e Akira S e as Garotas que Erraram. A evolução de suas experiências nos anos 1980 se deu num território ainda mais experimental, com os Alvos Móveis, o LCD, o duo Rohrer-Barella e recentemente o Blue Beast, ao lado da holandesa (radicada nos EUA) Truus de Groot. O instrumentista leva adiante sua concepção de que a guitarra elétrica é infinita, explorando radicalmente suas possibilidades sonoras através de diferentes processamentos e approaches. Miguel já tocou e estudou com gente como Holger Czukay, Richard Lloyd, Damo Suzuki, Robert Fripp, Li Hui Hui, Hans Koch, Kaffe Matthews, Phil Minton e Otomo Yoshihide, em apresentações que se estenderam a Shanghai e Barcelona.

Alex Antunes: sampler, percussão incidental, voz e manipulação de CDs
Alex também vem do pós-punk, fundador do Akira S e as Garotas que Erraram (uma das formações mais inusitadas e arrojadas da cena paulistana). Para além da sua performance característica como poeta underground e vocalista, experimenta com loops percussivos e manipulação de fragmentos de spoken word de figuras como William Burroughs, Timothy Leary e Gertrude Stein. Esteve envolvido em inúmeras produções, como os tributos underground a Arnaldo Baptista dos Mutantes e eletrônico a Luiz Gonzaga.

Rodrigo Gobbet: baixo
Rodrigo Gobbet é contrabaixista, compositor e autodidata crônico nos terrenos do freejazz, livre improvisação, audiovisual e pesquisa sonora. Foi membro das bandas JZSMTK e OgØ, e possui projetos sonoros em festivais, mostras, gravações e cinema no Brasil e exterior, em parceria com artistas de diversos países.

Victor da Trindade: percussão e voz
Vitor é especialista em cultura popular brasileira, e Ogan Alabê. Participou na banda de jazz/ instrumental brasileiro Aquilo Del Nisso, desde 1998, é professor convidado da Landesmusikakademie Berlin (Academia Federal de Musica de Berlin), tendo residido na Alemanha entre 2001 a 2006, onde ensinou também em outras instituições. Estudou e tocou com músicos como Dinho Gonçalves, Naná Vasconcelos, Famoudou Konate e Ulli Moritz.

 

Ingressos

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